Venho tratar hoje, de um assunto, no mínimo polêmico. Aprendemos na faculdade que o modelo correto para tratar o fluxo de comunicação em determinada empresa é a integração de atividades da área, realizadas por jornalistas, publicitários e Relações Públicas. Então, por que a Comunicação Integrada não é o modelo mais utilizado de comunicação nas empresas brasileiras?
Com o avanço tecnológico, no meu ponto de vista, o processo comunicacional ficou ainda mais individualista, e com isso os coordenadores, gerentes, diretores de comunicação de médias e grandes empresas, ainda não enxergaram essa, como a forma mais correta e completa de se fazer comunicação. Estes líderes têm como desafio, fazer com que os profissionais da área estabeleçam uma sintonia, em referência aos trabalhos realizados.
Grande parte desta falta de sintonia, às vezes acontece porque alguns profissionais ainda não visualizaram a área de comunicação como estratégica.
Como Kusch afirma, "é necessário que haja uma ação conjugada das atividades de comunicação que formam o composto da comunicação organizacional".
Os líderes destes departamentos precisam "driblar" a individualidade de seus subordinados, e incluí-los no processo de tomada de decisões, estabelecendo aí um processo de Comunicação Integrada. Em um contexto para excluir a individualidade, o adjetivo que mais se encaixaria em traduzir o termo, seria proatividade. Esta é a primeira qualidade que um setor de comunicação deve adotar. Pode ser por isso que esse modelo de comunicação ainda não é o mais utilizado pela maioria das empresas.
O fator "Eu" e não "Nós" ainda é ponto forte nas organizações do século XXI.
E você, concorda?
Referência Bibliográfica:
KUNSCH, Margarida Krohling. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus, 2003.
Crédito de imagem: Jscreationzs
PLANO DE AÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DO SABER
ResponderExcluirEm meio a uma crise econômica mundial, gerada pela dificuldade de adaptação das economias em se adaptarem à quebra de barreiras gerada pela globalização, detecta-se essa dicotomia: de um lado empresas e blocos econômicos se unindo e se fundindo. De outro, o dito apagão de mão-de-obra e a insistência de fragmentação do saber com o consequente conflito de competências entre profissões semelhantes. Creio que antes de serem criadas novas profissões deveriam fazer o dever de casa com a execução prévia de uma análise do que já se tem disponível e um planejamento estratégico, com a formulação de um Plano de ação para cada profissão, definindo claramente as responsabilidades e autoridades dentro de um organograma e de um fluxograma (o que competirá a cada um, quando, onde, a meta a ser alcançada, o por quê de cada ação, o meio e o custo desta (5W2H)). Somente dessa forma poderemos alcançar competitividade: através da sinergia entre as diversas áreas do saber. Não através do conflito ou disputa por áreas de atuação entre as ramificação e desvinculação das especialidades afins. A nomenclatura aos responsáveis por essas funções em cada empresa (RP, MKT, LOGEMPR, COMEMPR, ASCOM, RH) é, a meu ver, a última coisa que importa nesse momento; mas a QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL, a UNIÃO, a EFICIÊNCIA e a EFICÁCIA. Que tal começarmos por um bom documento de Rotinas e Procedimentos?
Outrossim, complemento com uma outra face do problema: a resistência à mudança por parte das gerações mais antigas e/ou dos detentores de cargos de chefia, devido à insegurança (sensação de ameaça à zona de conforto) gerada pelas constantes e velozes inovações que acompanham a comunicação integrada. Esses detentores de cargos de liderança têm de ser conscientizados de que o sucesso de sua equipe, o engajamento e sincronia destes com os objetivos e metas organizacionais e dos demais stakeholders só levam ao crescimento de todos os componentes do sistema como um todo, conjunto de partes interdependentes entre si. Enquanto essa linha de raciocínio não for enraizada na cultura organizacional e percebida como meta pessoal desobstruindo a comunicação 360º, não será possível sequer qualquer tipo de comunicação propriamente dita, mas apenas uma mera transmissão de dados de cima para baixo que em nada repercutirá. É necessário respeitar todas as etapas do processo de feedforward e feedback, ou seja: transmissão, assimilação, interpretação, integração, aplicação, interpretação, transmissão e readaptação; reiniciando-se então um novo ciclo do fluxo de informação(Crosin et alli). Já para Nokata & Takeuchi o mesmo processo se divide em quatro etapas: socialização, externalização, justificação e internalização.Portanto, seguindo a teoria da Mandala da informação,seriam os 7 pecados capitais os obstáculos na comunicação da informação.
ResponderExcluirExatamente, Scilla Rangel! As organizações brasileiras ainda necessitam de muitas mudanças para se chegar a um modelo regular..O tradicionalismo ainda impera em nosso meio, e infelizmente precisamos ser francos...ainda vai demorar muito! A persuasão por parte do departamento formador de opinião de cada empresa, ou seja, os departamentos de comunicação, precisa ser direcionada aos líderes de cada setor, com exemplos de grandes cases mundiais. Sim, precisamos levar exemplos de sucesso para o núcleo da organização, trabalhando a passos de formiguinha, buscando um dia o modelo ideal. Abraços!
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