terça-feira, 9 de agosto de 2011

Já podemos nos considerar dependentes virtuais?



Você já se imaginou num lugar deserto, longe de tudo e de todos, sem nenhuma conexão de Internet? Já se viu sem ter a possibilidade de abrir e responder seus e-mails? Ou pior, aos twittomaníacos, sem poder compartilhar uma frase que seja com seus seguidores?

Ninguém mais se imagina numa situação dessas, né! Antes, o sonho de consumo de muitos, era o desanso, se desligando do mundo por algum tempo. No nosso atual momento

Hoje nos deparamos com muitos que usam férias, não somente para se divertir em alguma parte do planeta, mas também buscar informações do lugar ao qual está visitando, e compartilhá-las na web.

Podemos deduzir que a Internet possibilita interação, conhecimento, diversão. Mas será que ela também não está impactando também em nossa vida social?

Não estou generalizando, mas grande porcentagem dos internautas estão esquecendo sua vida social e transformando-a em uma vida virtual.

Até que ponto você está deixando de viver por causa da Internet? Será que não estamos perdendo oportunidades com nossos amigos, preferindo deixar-lhes mensagens no Facebook? Deixando passar momentos com nossos familiares, por preferirmos responder nossos e-mails?

Pense nisso...

Crédito de imagem: Ambro

3 comentários:

  1. Acrescento ao seu questionamento muito bem colocado um outro ponto de vista:
    Será que é a necessidade de aumento da velocidade na comunicação que está nos empurrando para a utilização da Tecnologia da Informação?
    Será que é a dinâmica e a impessoalidade dos relacionamentos que buscamos nas redes, como auto-proteção?
    Ou serão as facilidades de quebra de barreiras geográficas e de tempo ofertadas pela TI o que nos atrai mais na busca por informação e comunicação (característica inerente ao Ser Humano) o que nos mantém escravos das novas tecnologias?

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  2. Estamos muito conectados com o mundo, e ao mesmo tempo desconectados dele. Devemos sim, acompanhar o avanço tecnológico, mas não podemos esquecer que somos seres humanos e que devemos conviver em uma sociedade com pessoas de verdade. Porém alguns não estão conseguindo conciliar os dois lados e acabam se tornando, sim, escravos das novas tecnologias.

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  3. Concordo plenamente contigo! Tenho exatamente esse dilema dentro de casa: eu, meu marido e meu filho somos dependentes do computador. Eu e meu marido nem tanto! Mas meu filho de 19 anos...
    Percebo que esse isolamento minou nossa vontade/habilidade de estabelecer relacionamentos interpessoais através de contatos diretos. Um sintoma psicológico cada vez mais difícil de contornar.
    Me pergunto então o que teria vindo primeiro:"o ovo ou a galinha"?
    Ainda digo mais: em um dos textos que publiquei em meu blog abordei exatamente a perda dos valores que mantinham a ordem social através da instituição familiar (cujas estruturas começaram a serem abaladas após a TV, a independência feminina e o computador. Eventos que reduziram em muito o diálogo dentro de casa.

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